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Lições da Loucura - aulas

 

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Lição 1: Estamira – Estamira é uma fortaleza de senhora: Estamira Gomes de Souza; três filhos; há mais de vinte anos vivendo do que recolhe no lixão do Rio de Janeiro. Ela é também o personagem central de Estamira, documentário de Marcos Prado, a senhoria de um impressionante discurso. Elas não são idênticas. A segunda é resultado da passagem da primeira pelo olhar do documentário. Mas para quê separá-las? Respeitar a obra, como respeitar alguém, é resistir a reduzi-la a aspectos parciais. Que seja essa nossa primeira decisão. Lições da Loucura - Parte 1
Lição 2: Marguerite – Marguerite é Aimée, personagem central da tese de doutorado de Jacques Lacan. Novamente, tal como em Estamira, estamos sob o signo do três: alguém, uma obra e um protagonista. Este é um novo ser, bastante real, mas com um grão de ficção que se produz pela intervenção de um quarto, o secretário. Cria-se este ser composto que conquista um lugar para o singular em meio ao saber universal e retorna sobre o original mudando seu destino. Lições da Loucura - Parte 2
Lição 3: Schreber – A língua fundamental, assassinato da alma, homens feitos nas coxas, pássaros miraculados, foraclusão, emasculação, raios, Orzmuzd, Arimã,“este homem que amo eu odeio”, a grande estrada, Flechsig, crepúsculo do mundo, neologismos, o inconsciente a céu aberto, ritornelos, fenômenos elementares, estrutura psicótica, o que é abolido de dentro retorna desde fora, o delírio é uma tentativa de restabelecimento e reconstrução...Falta-nos o pensamento principal. Em torno do nome Schreber formou-se um zum-zum tanto genial quanto incomensurável. Schreber é hoje a encruzilhada de ao menos três textos magistrais: o dele mesmo, o de Freud e o de Lacan. Lições da Loucura - Parte 3
Lição 4: Lola – “Tentou contra a existência, num humilde barracão. Joana de tal, por causa de um tal João. Depois de medicada, retirou-se para o seu lar. Aí a notícia carece de exatidão. O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou. Joana é mais uma mulata triste que errou. Errou na dose, errou no amor. Joana errou de João. Ninguém notou, ninguém morou, na dor que era seu mal. A dor da gente não sai no jornal”. A dor da gente não sai no jornal. Ainda mais como a de Joana, da perda de tudo. Mas não só a dor. O amor, quando desesperado, também faz parte do que não se escreve. Quando não tem remédio, nem nunca terá, quando não o aliviarem nem todos os quebrantos, toda alquimia, chega a se soltar do amado e insistir por si só, deixando tudo desabitado. Joana sabe que errou de João, mas não sabe mais como dar lugar às coisas da vida diante de tudo o que com ele se desencadeou. Na devastação a que Joana nos introduz, Lola Valéria Stein, personagem de Marguerite Duras, é guia. Especialmente porque Lola consegue sucesso onde Joana se perde e, mesmo inteiramente exilada de si, refaz o laço perdido com o mundo. Lições da Loucura - Parte 4
Lição 5: Joyce – Aqui estaremos no extremo oposto do diagnóstico. Quando Lacan lança a pergunta “Seria Joyce louco?” não visa decifrar Joyce, mas sim o modo como ele cifra. Nada de buscar a patologia do texto, mas seu savoir faire quanto ao desafio quotidiano, de todos nós, de fazer com que a vida caiba no que pensamos e sentimos. Lições da Loucura - Parte 5
Lição 6: Wittgenstein – Wittgenstein é uma espécie de demonstração viva, nos termos de Lacan. Demonstração viva de que? As questões são: qual o lugar e a função da verdade. Até que ponto pode-se dizer alguma coisa sobre a verdade? Até que ponto posso dizer alguma verdade e essa mesma coisa que diz a verdade ser verdadeira? É quase impossível se fazer esse tipo de movimento. Lições da Loucura - Parte 6
 
 
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