Vídeos “O chão da clínica”

Recortes dos encontros do Seminário Clínico da EBP-Rio, em 2025.
A proposta deste seminário foi estabelecer um solo comum com relação ao modo como nos servimos,
hoje, das ferramentas conceituais da clínica lacaniana.

A fala como material da análise

Da função do sujeito ao falasser

O espaço, o vazio, a função do intervalo e de seu uso como corte, são nesses elementos operatórios de uma sessão que Lacan vai basear seu conceito de sujeito, como veremos.

Elementos da transferência

A transferência é terra imensa. Não é só chão. Assim como o amor, que a fundamenta em grande parte, ela é apaixonante, todo um universo. Então, apresentamos três ferramentas conceituais com as quais Lacan nos propõe lidar com a transferência (manejar, como se diz).

Não há relação sexual

A premissa é: não há relação sexual, modo lacaniano de formalizar a sentença freudiana “a felicidade não está no plano da criação”.

Entre desejo, gozo e objeto a

Com o objeto a, Lacan dá um passo a mais e delimita um tanto de gozo que, se pudesse ser obtido, nos completaria. Eliminando, assim, o fracassar incessante do gozo, sendo, por isso, impossível. Impossível, mas ao mesmo tempo às vezes possível. Como? Ele será tanto ágalma ou palea, ouro e resto, o êxtase pressentido quando fora de cena, o fim do desejo em um vulcão angustiante de gozo e angústia quando em cena.

As máscaras do objeto a

Com variações em torno da noção de extimidade, Lacan sintetiza as propriedades do objeto a que são, por ele, declinadas em cinco formas típicas, suas “substâncias episódicas”.