Artesanato lacaniano

NOIATO
Elementos de artesanato lacaniano

Trabalharemos neste curso o exercício de uma nova ferramenta. Daí segue a idéia de artesanato. Ela pode nos ajudar a abordar esse período de Lacan não tanto como uma clínica a mais, ou nova, mas sim como o campo de experimentação, tanto clínico quanto conceitual, de uma ferramenta a mais. Essa ferramenta é o “nó borromeano”. Vamos estudar o que pode haver de interessante nesse nó para algumas situações clínicas. Essa é a nossa posição metodológica, nossa proposta. Isso nos permitirá avaliar o quanto ele teve de impacto sobre o ensino e sobre a clínica e cada um poderá tirar suas conclusões gerais.

introdução à clínica borromeana como um campo onde o nó é a ferramenta para um trabalho artesanal de construção subjetiva a partir de restos e fragmentos.

O nó borromeano é apresentado como o suporte para criar relações em um mundo de “não-relação”, onde as mediações universais do Nome-do-Pai perderam sua força.

Através do caso Aimée, o texto propõe que a clínica deve optar entre a “passagem ao ato” violenta e a tessitura artesanal de um sintoma que dê um lugar ao sujeito.

Esta seção explora a estrutura do ato analítico, diferenciando-o da passagem ao ato pelo modo como o efeito de furo é recebido e significado pelo Outro.

Na clínica dos nós, o real na psicanálise não é só ruptura, mas também conexão, operando não mais através de elementos de corte, mas por elementos de costura.

A discussão aborda o paradoxo da associação livre e da repetição, onde o caminhar às cegas revela invariantes de gozo que a interpretação deve destacar como “achados”.

Utilizando o relato de passe de Mauricio Tarrab, esta parte demonstra como as propriedades do nó (ex-sistência, furo e consistência) ajudam a formalizar o desprendimento do sujeito em relação ao Outro no fim da análise.

O texto sustenta que a estrutura subjetiva é quaternária e utiliza o poema “A Pulga” para ilustrar como uma relação pode ser estabelecida através de um artefato singular em vez de uma lei universal.

O foco recai sobre a passagem do três para o quatro no ensino de Lacan, usando James Joyce para demonstrar como o “sinthoma” funciona como o quarto elo que estabiliza o nó do sujeito.