Sobre a regulamentação do discurso analisante
Espero que nossa discussão favoreça a luta contra as propostas de regulamentação recentes, mas da mesma forma é fundamental que essa luta nos interrogue sobre a relação entre a psicanálise e o ordenamento jurídico social ou, dito em nossos termos, entre o desejo e o ato analítico, de um lado e os discursos e os sintomas sociais dominantes em nossos
dias, de outro.
O que faz de um relato de atendimento um caso clínico, ou melhor, um relato psicanalítico de caso?
Como se vê, o coração do relato varia em torno da opacidade de um gozo singular, real. Minha interrogação não se dirige a esse ponto, mas ao modo de transmissão de sua incidência que, na fórmula de Laurent, é condensado pelo termo testemunha.
A partir do último ensino de Lacan, mais especificamente do modo de tomar a língua encarnado no neologismo lalingua, muito do modo como lidamos com o vasto campo da fala e da linguagem em uma análise precisa ser ressituado.
A língua faz barulho?
Não são nossas línguas que rumorejam, ao colocar a língua inerte em movimento? Além disso, em que os barulhos da língua, caso existam, poderiam contribuir para a interpretação psicanalítica?
A política da ex-sistência
Este texto trabalha a questão do desdobramento do tipo de laço específico do cartel em uma situação especial, a da Escola.
Vamos revisitar o tema da paixão no corpo a corpo de uma análise, à luz do que Jacques Lacan desenvolveu em seus últimos seminários.
Por reunirem um conjunto decisivo de indicações que reconfiguram profundamente seu percurso, Jacques-Alain Miller os considerou como um segmento à parte, que denominou o último ensino de Lacan.